Bob Snodgrass

Bob Snodgrass

Bob Snodgrass é um Norte Americano lampworker conhecido pro suas contribuições para a arte do vidro e pipe-making . Ele começou trabalhando nas suas técnicas enquanto acompanhava a Banda Grateful Dead em turnê durante as décadas de 70 e 80.

Em 1981, o sopro de vidro tornou-se a principal renda de Snodgrass. Ele e sua família começaram a viajar nos Estados Unidos, vendendo seu trabalho nos mercados de arte até 1990, quando se estabeleceram em Eugene, Oregon. E lá mesmo em Eugene Oregon ele fundou a Eugene Glass School. Acredita-se que Snodgrass tenha inventado (por acidente, ele diz) o vidro que muda de cor. Um tipo de vidro de borossilicato misturado com ouro, prata, platina ou qualquer combinação que mude de cor (fumed glass) à medida que a resina escura do fumo se acumula no interior do vidro.

Arte Degenerada

Degenerate Art é um documentário de 2011 dos artistas norte americanos Aaron Golbert e Marble Slinger sobre a arte e a cultura associadas aos cachimbos de vidro usados para fumar cannabis. Seu título faz referência à expressão “Degenerate Art” (Arte Degenerada) , uma invenção usada para denegrir a arte moderna durante o regime nazista. O filme foi apresentado no SXSW Festival em Austin, Texas, em 2012. Este documentário segue a história da cultura de fabricação de pipes de vidro e a tremenda influência de Bob Snodgrass.

Legado

Bob Snodgrass
Bob Snodgrass

O legado de Bob Snodgrass é imenso e indiscutível. Suas descobertas, atitudes e estilo de vida são exemplos que seguem encrustados em tudo que é relacionado ao universo pipe-maker. Por isso ele é chamado de “Godfather of glass” (poderoso chefão do vidro, ou padrinho do vidro).

Descoberta do Vidro

A História do Vidro

Os vidros estão no nosso cotidiano em vários modos. Nossas janelas, lâmpadas, sistemas de aquecimento solar, geladeiras, utensílios de mesa, decoração, acessórios de tabacaria, etc.

Pureza, assepsia, transparência, versatilidade e impermeabilidade são outras características que favorecem o uso do vidro. A tecnologia desenvolvida e aplicada ao vidro permitiu que ele adquirisse novas vantagens em relação a outros materiais.

Mas a arte de manipulação do vidro ainda é considerada uma arte negra devido aos enormes desafios no seu processo que ainda hoje são desconhecidos.

História

O vidro começou a ser empregado pelo homem desde a pré-história há cerca de 75.000 anos. O material empregado se constituía de um vidro natural, existente na natureza como mineral, e era empregado por uma característica que muitas vezes atribuímos como defeito que é o seu poder de corte.

Este mineral denomina-se obsidiana e era esculpido para produzir ferramentas e armas com grande capacidade de corte. Nesse período o homem ainda não dominava os metais.

Descoberta do Vidro

Diz a lenda que naquela época mercadores atravessavam a região do oriente médio com uma carga de natrão. O natrão é um mineral constituído de carbonato de sódio, e mais adiante vamos ver que é uma das matérias-primas empregadas na elaboração de vidro. O natrão era empregado por suas características antissépticas nas mumificações. Estes mercadores pararam para montar o acampamento durante a noite e se viram com dificuldade de encontrar onde apoiar a panela para cozinhar o jantar. A solução encontrada foi de empregar pedaços do natrão que transportavam, sobre a areia do deserto. A união do calor do fogo com as principais matérias primas produtoras de vidro fez surgir um material viscoso que escorreu e ao esfriar assumiu um aspecto brilhante que encantou aos mercadores. Estava descoberto como fazer vidro. A figura abaixo representa a descoberta.

Descoberta do Vidro
Grupo de mercadores observando o material viscoso que esquentou escorreu e secou formando assim o vidro.

Primeiras Utilidades do Vidro

Embalagens de Vidro no Egito
Embalagens de Vidro no Egito

Somente por volta de 1500 AC, no Egito, foi que se iniciou o emprego do vidro em artigos utilitários. Principalmente na forma de embalagens. Os primeiros mil anos após a descoberta de como elaborar vidro este só foi empregado com finalidade estética. Para fazer essas primeiras embalagens o vidreiro colocava uma porção de argila que viria a se constituir a parte interna da embalagem. Em seguida mergulhava este núcleo em uma panela cerâmica onde estava o vidro fundido. O vidro se esfriava assumindo a forma do núcleo de argila que depois era retirado permanecendo a embalagem de vidro.

Descoberta do sopro

Há mais de 2000 anos na Síria uma descoberta foi fundamental para grande disseminação do vidro. Recolhia-se uma massa de vidro fundido na ponta de um tubo metálico denominado “cana” e soprava-se uma bolha no seu interior para constituir a parte oca de um artigo de vidro. Assim começaram a se produzir embalagens com menor custo e maior produtividade, tornando-o acessível aos cidadãos comuns. Desde então surge o vidro soprado.

Cristal

Qual é a diferença entre o cristal e o vidro?

Outro dia numa conversa informal com amigos surgiu a dúvida sobre o cristal. O que tem de especial numa taça de cristal e uma taça de vidro comum?

Não consegui responder na hora mais já sabia que o segredo estava na receita no momento de confecção do vidro. Então fui para o google(rsrsrs…) e encontrei uma matéria da Super Interessante.

Nesta matéria, Oscar Peitl Filho, que é professor de engenharia de materiais da Universidade Federal de São Carlos, afirma que a diferença está nos elementos químicos que compõem essa estrutura.

Também é necessário fazer a diferenciação entre o chamado vidro cristal que é o material utilizado para a fabricação de lustres, taças e copos mais refinados e o cristal propriamente dito que é aquele tipo de mineral encontrado na natureza que abrange tanto o diamante quanto o quartzo.

“O vidro cristal e o vidro comum têm uma estrutura molecular de desenho praticamente idêntico: a diferença está nos elementos químicos que compõem essa estrutura”

De acordo com Oscar Peitl Filho, o vidro comum, que é conhecido no meio dos vidreiros como vidro de cal-soda ou soda-cal, é feito de areia (sílica), soda (óxido de sódio), cal (óxido de cálcio) e óxido de alumínio.

vidro soprado
Vidro Soprado

Já na composição do vidro cristal entram apenas a sílica e o óxido do chumbo, substância que dá mais brilho e maior peso ao produto.

fonte: Super Interessante