Charles-Pierre Baudelaire nasceu em 9 de abril de 1821 em Paris na rua Hautefeuille. Filho de Joseph-François Baudelaire, funcionário do Senado e de sua segunda esposa, Caroline Dufrays. Sua mãe está então com 28 anos. Seu pai, com 62, virá a falecer 3 anos mais tarde.
A mãe de Baudelaire casa-se novamente com Jacques Aupick, oficial da Legião de Honra, cavalheiro de Saint-Louis em 08 de novembro de 1828; neste dia Charles joga pela janela a chave do quarto matrimonial… rs rs rs..
Estudou no Colégio Real de Lyon e Lycée Louis-le-Grand onde se tem conhecimento de suas primeira composições poéticas. Por ter-se recusado a entregar ao professor um bilhete passado por um colega, é expulso. Alguns meses depois, passa nos exames do “baccalauréat”, e em 1840, matricula-se na faculdade de direito e passa a viver uma “vida livre”, onde faz amizades com artistas e literatos e começa um relacionamento com Sarah, prostituta celebrada por muitos escritores.

Em 1842, agora maior de idade, faz valer seu direito sobre os 75.000 francos deixados pelo pai de herança. Deixa a família e se estabelece na Ile Saint-Louis e liga-se com a atriz mulata Jeanne Duval.
Em 1843 muda-se para o Hôtel Pimodan, perto do “Clube dos Fumantes de Haxixe” que passa a freqüentar; começa a contrair dívidas. Seguindo as vontades do marido a Senhora Aupick entra na justiça pedindo que Baudelaire seja declarado incapaz de gerir os próprios bens. O tribunal nomeia então um tutor e fixa uma pensão de 150-200 francos. Charles reage, declarando recusar qualquer atentado à sua liberdade.
Em maio de 1845, saem o Salon de 1845 e, na revista L’Artiste, o soneto “À une dame créole“, primeiro poema publicado por Baudelaire. Em junho, tenta o suicídio com um punhal. Vive alguns meses com a mãe, na Placê de Vendôme, mas a tentativa de reconciliação com ela e com o padrasto foi um fracasso.
Em 25 de junho de 1857, começa a venda de Les Fleurs du Mal, mas o livro será recolhido poucos dias depois, sob a acusação de obscenidade: no julgamento do dia 20 de agosto, Baudelaire e os editores são condenados “pour délit d’outrage à la morale publique” ao pagamento de uma multa e à suspressão de seis poemas.
Com a morte do padrasto, Baudelaire vive entre Paris e Honfleur, na casa da mãe. A relação era extremamente profunda entre os dois.
Em 13 de janeiro de 1860, manifesta-se a primeira crise do mal do qual ele virá a falecer. No dia 15 de março de 1866, enquanto visitava a igreja de Saint-Loup em Namur, em companhia de Félicien Rops, é vítima de um ataque de paralisia, com graves sintomas de afasia.
No dia 31 de agosto de 1867, morre Charles Baudelaire que é sepultado no cemitério de Montparnasse, junto com a padrasto.
Um ano após sua morte, já estava pronta uma primeira edição de todas as obras de Baudelaire e, desde então, num espaço de mais de cem anos, várias foram as tentativas de oferecer o quadro completo de suas produções. Logicamente, com a incessante descoberta de novos escritos, essas edições deixaram de ser completas, embora essenciais para reconstituição crítica dos textos e a fundamentação da bibliografia de Baudelaire.