vidrados 2021

VIDRADOS – 2ª Temporada

VIDRADOS (Blown Away) é um reality show canadence de sopradores de vidros artesanais. Uma série televisiva do premiado canal Canadence Makeful antes da lançamento na sequência na plataforma de streaming Netflix. A primeira temporada foi filmada em uma instalação que foi construída sob medida para acomodar 10 competidores. Especialistas da indústria do Craft and Design Glass Studio no Sheridan College, Pilchuck Glass School e do Corning Museum of Glass foram consultados pelos produtores durante a construção das instalações e forneceram conselhos e avaliação aos competidores a cada rodada. Com a direção de Mike Bickerton, a segunda temporada de Vidrados (Blown Away) está tão boa quanto a primeira.

Nick Uhas, um ex-Big Brother USA e YouTuber, é o apresentador principal, enquanto Katherine Gray, uma artista e professora na California State University, San Bernardino é a jurada chefe.

Cat Burns, Tegan Hamilton, Andi Kovel, Jason McDonald, Mike Shelbo, Ben Silver, Chris Taylor, Brad Turner, Elliot Walker, Nao Yamamoto são os novos 10 participantes desta temporada.

A cada episódio um competidor é destacado como vencedor (deixou os jurados vidrados) e outro é eliminado. O prêmio final é 60.000$ e uma residência artística no consagrado Corning Museum of Glass.

O jurados avaliam as peças nos seguinte requisitos: Conceito, Técnica e Apresentação. O que dá muita emoção no momento da avaliação dos jurados pois nem sempre a melhor técnica ganha

Nessa temporada do Reality Show os participantes se expuseram bastante o que torna a série mais emocionante e nos aproxima dos participantes.

E você gostou? Comenta aí!

Degenerate Art - Capa

Degenerate Art (2011)

Se você fuma em pipes, bongs e piteiras de vidro, Degenerate Arte de Marble Slinger tem que está na sua lista de filmes

Degenerate Art: The Art and Culture of Glass Pipes é um documentário de 2011 do pipe-maker norte-americano Aaron Golbert, conhecido como Marble Slinger, sobre a arte e a cultura associadas aos cachimbos de vidro usados para fumar cannabis. Seu título faz referência à expressão alemã Degenerate Art, uma expressão usada para denegrir a arte moderna durante o regime nazista. O filme foi apresentado no SXSW Festival em Austin, Texas, em 2012. Este documentário segue a história da cultura de fabricação de pipes de vidro e a tremenda influência de Bob Snodgrass.

Degenerate Art: The Art and Culture of Glass Pipes” é um maravilhoso ponto de vista do que se passa no universo dos pipemakers. Como o diretor, Marble Slinger, é artesão e vive esse mundo conseguiu repassar a história, a indústria e os artesãos. Este filme é sobre a arte mas deve-se observar o fato de que a indústria na época do filme era cercada por leis arcaicas sobre drogas que deixam os tubos no mundo underground e até ilegal em alguns casos.

O começo

O Poderoso Chefão desse movimento é Bob Snodgrass. Um soprador de vidro hippie que sem querer decobriu uma técnica que deixava suas peças mudando de cor após o uso repetido. Os tubos de Bob rapidamente se tornaram um sucesso no estacionamento dos shows do Grateful Dead. Bob começou a atrair aprendizes e assim, uma geração inovadora de pipemakers nasceu em Eugene, Oregon.

À medida que as técnicas e os materiais foram se diversificando, os projetos se tornaram mais complexos. A marca psicodélica e mística de um simples cachimbo de vidro começou a florescer em algo mais parecido com o Art Nouveau. É claro que regiões diferentes começaram a desenvolver seus próprios estilos, muitos dos quais evitavam completamente suas raízes hippies.

Repressão

Com o aumento da popularidade das peças de vidro veio também a repressão. Esta veio com uma tentativa do procurador-geral John Ashcroft de estender a guerra às drogas para a Internet. Em 2003, armados com uma definição convenientemente vaga do que constitui legalmente “parafernália para drogas”, a Operations Headhunter and Pipe Dreams gerou enormes apreensões de fabricantes e distribuidores. Mercadorias e bens foram apreendidos, empresas foram afundadas, multas foram aplicadas e pessoas (incluindo Tommy Chong!) foram para a prisão federal. Todos sob a premissa de que vender cachimbos equivalia ao tráfico de drogas.

Pipemaker é Artista?

O segundo conflito do filme é a ambivalência dos próprios artistas de vidro em relação ao cachimbo como sujeito; alguns estão perfeitamente felizes por criar um objeto funcional, enquanto outros desejam trabalhar em obras de arte que não sejam de vidro. Muitos parecem encontrar um equilíbrio pagando as contas com canos, mas fazem outros trabalhos em vidro no seu tempo livre. As atitudes dos artistas de vidro que não fabricam cachimbos são igualmente variadas, com um perguntando em voz alta: “Por que tem que ser um cachimbo?” depois reconhecendo que sua aversão pode ser esnobe. Como todos os artistas de vidro não fabricantes de tubos entrevistados, ele nunca negaria a arte e a inovação que vê em tantos tubos.

Enfim, sendo usuário ou não de pipes, bongs, piteiras, e afins é indiscutível a beleza das peças fabricadas por esses monstros do universo pipemakers. Relevante também é a inspiração destes nas expressões da cultura canábica em outros locais do planeta.

Aqui no Brasil também tem um movimento crescente e você pode saber mais nessa matéria da SmokeBuddies.

Descoberta do Vidro

A História do Vidro

Os vidros estão no nosso cotidiano em vários modos. Nossas janelas, lâmpadas, sistemas de aquecimento solar, geladeiras, utensílios de mesa, decoração, acessórios de tabacaria, etc.

Pureza, assepsia, transparência, versatilidade e impermeabilidade são outras características que favorecem o uso do vidro. A tecnologia desenvolvida e aplicada ao vidro permitiu que ele adquirisse novas vantagens em relação a outros materiais.

Mas a arte de manipulação do vidro ainda é considerada uma arte negra devido aos enormes desafios no seu processo que ainda hoje são desconhecidos.

História

O vidro começou a ser empregado pelo homem desde a pré-história há cerca de 75.000 anos. O material empregado se constituía de um vidro natural, existente na natureza como mineral, e era empregado por uma característica que muitas vezes atribuímos como defeito que é o seu poder de corte.

Este mineral denomina-se obsidiana e era esculpido para produzir ferramentas e armas com grande capacidade de corte. Nesse período o homem ainda não dominava os metais.

Descoberta do Vidro

Diz a lenda que naquela época mercadores atravessavam a região do oriente médio com uma carga de natrão. O natrão é um mineral constituído de carbonato de sódio, e mais adiante vamos ver que é uma das matérias-primas empregadas na elaboração de vidro. O natrão era empregado por suas características antissépticas nas mumificações. Estes mercadores pararam para montar o acampamento durante a noite e se viram com dificuldade de encontrar onde apoiar a panela para cozinhar o jantar. A solução encontrada foi de empregar pedaços do natrão que transportavam, sobre a areia do deserto. A união do calor do fogo com as principais matérias primas produtoras de vidro fez surgir um material viscoso que escorreu e ao esfriar assumiu um aspecto brilhante que encantou aos mercadores. Estava descoberto como fazer vidro. A figura abaixo representa a descoberta.

Descoberta do Vidro
Grupo de mercadores observando o material viscoso que esquentou escorreu e secou formando assim o vidro.

Primeiras Utilidades do Vidro

Embalagens de Vidro no Egito
Embalagens de Vidro no Egito

Somente por volta de 1500 AC, no Egito, foi que se iniciou o emprego do vidro em artigos utilitários. Principalmente na forma de embalagens. Os primeiros mil anos após a descoberta de como elaborar vidro este só foi empregado com finalidade estética. Para fazer essas primeiras embalagens o vidreiro colocava uma porção de argila que viria a se constituir a parte interna da embalagem. Em seguida mergulhava este núcleo em uma panela cerâmica onde estava o vidro fundido. O vidro se esfriava assumindo a forma do núcleo de argila que depois era retirado permanecendo a embalagem de vidro.

Descoberta do sopro

Há mais de 2000 anos na Síria uma descoberta foi fundamental para grande disseminação do vidro. Recolhia-se uma massa de vidro fundido na ponta de um tubo metálico denominado “cana” e soprava-se uma bolha no seu interior para constituir a parte oca de um artigo de vidro. Assim começaram a se produzir embalagens com menor custo e maior produtividade, tornando-o acessível aos cidadãos comuns. Desde então surge o vidro soprado.

Vidrados

Série Vidrados

A série a que eu assisti mais rapidamente!!! rsrsrsrs…

Nós já havíamos comentado sobre essa série aqui antes do seu lançamento. Agora voltamos a comentar sobre ela para deixar nossas impressões.

São dez mestres artesãos em uma competição de esculturas de vidro. O campeão receberá 60 mil dólares em prêmios.

Esta série é empolgante principalmente para os amantes do vidro. Não recomendada para menores de 10 anos a série Vidrados está disponível na Netflix em qualidade Ultra HD / 4K.

A Netflix construiu a maior estrutura para sopro de vidro da América do Norte para a série. São 10 estações de trabalho, 10 fornos de reaquecimento e dois fornos de fusão. Coisa bonita de ser vista.

Capa da Série Vidrados
Vidrados

Especialistas do Craft and Design Glass Studio no Sheridan College de Toronto deram recomendações aos produtores da série sobre a construção do galpão. O estúdio também vai aconselhar os concorrentes ao longo dos nove primeiros episódios do programa tendo a Janet Morrison, presidente da faculdade, como juíza de um episódio.

Representando o Corning Museum of Glass, Eric Meek, Gerente Sênior de Programas de Vidros Quentes do Museu, será o avaliador convidado da final da temporada junto com o apresentador Nick Uhas e a avaliadora residente Katherine Gray.

Como dito no primeiro parágrafo deste artigo, assisti a essa série muito rapidamente. Vale lembrar que cada episódio dura, em tempo real, uma média de 6 horas, que são resumidas para 20 minutos, o que pode deixar os Sopradores de Vidro espectadores querendo saber mais detalhes dos feitos realizados. Mas os principais detalhes são mostrados em cada episódio. Muito parecido com os programas de culinária já consagrados pelo público em geral.