Piteiras 6mm 7cm

Piteira é Redução de Danos

Hoje em dia, a piteira é parte de uma estratégia de redução de danos aos usuários de tabaco em geral. Importância cada dia maior, visto que o uso aumenta cada vez mais entre os jovens.  O vidro é o material mais recomendado por reduzir o calor e por ser reutilizável. Se você busca praticidade e preço, as piteiras de papel cumprem bem a missão. Piteiras de madeira também duram bastante e têm a vantagem de serem praticamente inquebráveis.

Piteiras de Papel

​A piteira de papel traz qualidade no momento de consumir o fumo, preparadas  especificamente para não interferir no gosto. As opções podem ser facilmente encontradas no mercado dos fumantes, os papéis se diferenciam por serem limpos ou não por cloro. Essas piteiras ajudam na estabilidade, melhoram o fluxo de ar e mantém a base seca e sólida. 

Piteiras de Vidro

As piteiras de vidro oferecem todas as vantagens da piteira de papel além de poderem ser reutilizadas. Só não se esqueça de lavar antes de reutilizar. Desta forma o gosto do fumo não será alterado. E por serem feitas de vidro, a fumaça entra mais suave e fria, dessa forma não agride a garganta e impede a reação de tosse. Assim cada trago pode ser aproveitado da melhor maneira. Entre as piteiras de vidro as mais comuns no mercado são as de vidro borossilicato e murano.

Piteiras de Silicone

Essas sim são inquebráveis pois são flexíveis e indicadas para levar no bolso ou carteira sem problemas. Elas também são reutilizáveis, após lavagem recomendada. Existem produtos no mercado indicados para lavagem mas pode ser utilizado produtos de limpeza de casa mesmo. Alguns usuários mais existentes relatam que o material silicone altera um pouco o sabor.

Piteiras de Madeira

As piteiras de madeira são conhecidas por garantir maior fluidez e toque aveludado no fluxo da fumaça, são consideradas pelos fabricantes como descartáveis, pois seu contato com a água pode influenciar no material da madeira, mas é possível utilizá-las por mais de uma vez, realizando uma limpeza com algodão e cotonetes. A grande vantagem é que são praticamente inquebráveis resistindo a pequenas quedas.

Piteiras de Osso

Essas estão entre as mais antigas e pouco conhecidas nos dias atuais. Quem tem cuida muito bem, pois muito provavelmente está carregada de memórias e lembranças.

Elas também são reutilizáveis e laváveis e um pouco mais resistentes a pequenas quedas. É o mesmo material utilizado em cachimbos de madeira onde apenas a piteira(bocal) do cachimbo é de osso.

Piteiras de Cerâmica

Igualmente antigas como as piteiras de osso, elas faziam parte dos acessórios de moda entre 1910 e 1970. Elas são um pouco mais pesadas que as outras e assim como as piteiras de vidro tem uma relativa resistência a quedas em comparação com outros tipos de material. Também são fáceis de limpar e reutilizar sem deixar aromas e alterar sabores.

Piteiras Diversas

Existem piteiras dos mais diversos estilos e materiais. Exemplos raros de materiais são piteiras de esmalte, chifre, casco de tartaruga, âmbar e marfim; só para citar alguns. Além dos materiais, os estilos são igualmente variados, desde as mais simples às mais ornamentadas com pedras preciosas e metais raros.

Redução de Danos

As piteiras são incentivadas pela redução de danos. No uso de drogas fumígenas resfriam parcialmente a fumaça, diminuindo os danos na garganta e faringe, além de não deixar manchas nos dedos e na boca e evitam que o fumo caia do cigarro.

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vidro soprado

O que é o Borossilicato?

O que é o Borossilicato e como ele é único?

Começando nos tempos do antigo Egito, os artistas de vidro trabalhavam predominantemente com vidro de soda-cal. O vidro soda-cal, também conhecida como “soft glass”, é composto de sílica (aproximadamente 70%), carbonato de sódio(aprox. 13%) e óxido de calcio CaO (aprox. 11%), conforme indicado pelo nome. Estes ingredientes proporcionam um vidro facilmente maleável que tem um longo tempo de trabalho e um ponto de fusão relativamente baixo. Por causa dessas propriedades de trabalho, esse tipo de vidro era e é comumente chamado de “soft glass”.

No final do século XIX, os cientistas começaram a experimentar diferentes composições de vidro. Os frutos desse trabalho produziram um tipo de vidro conhecido como vidro borossilicato. Vidro de borosilicato, como indicado pelo seu nome é composto principalmente de sílica (aprox. 80%) e boro (aprox. 13%). Este tipo de vidro funde a uma temperatura mais elevada e tem um tempo de trabalho mais curto. É um vidro extremamente versátil que é menos denso que a cal sodada e, devido à sua estrutura molecular, também é mais durável

A expansão térmica é outra propriedade que deve ser considerada quando se discute a singularidade do borosilicato. A expansão térmica é uma medida de expansão linear que indica quanto o vidro contrai quando é resfriado. Os copos de soda-cal estão na extremidade mais alta da escala e expandem-se à medida que são aquecidos. Isso significa que, à medida que esfriam, eles se contraem ou diminuem ao máximo. Para evitar rachaduras, essa taxa de resfriamento deve ser cuidadosamente controlada usando um forno de recozimento (kilns).

kiln
Forno para peças de vidro.

O vidro borossilicato, no entanto, está na extremidade inferior da escala de expansão térmica. Ele se expande e se contrai em uma taxa muito mais baixa do que o vidro soda-cal e não é tão suscetível a problemas de rachadura, mesmo quando resfriado rapidamente sem refogar. É por isso que o borossilicato é usado na indústria científica, bem como para utensílios de cozinha.

O que importa para o artista é que quando colocar vidro borossilicato na chama, este pode ser inserido diretamente no calor sem ter que ser lentamente aquecido, como é o caso do vidro de soda-cal. Por causa desta propriedade única, o borosilicato pode ser usado para grandes esculturas nas quais uma pequena seção pode ser trabalhada sem que toda a peça esteja quente. Ele também permite que o artista aqueça seletivamente seções de um trabalho ou reaqueça porções sem rachar. Com o vidro soda-cal, um grande trabalho escultural pode ser muito desafiador, especialmente quando são necessários vários reaquecimentos.

Fatores que afetam o Borossilicato Colorido

A faceta mais original sobre o trabalho de borossilicato é a paleta de cores marcantes. Tradicionalmente, cores marcantes são aquelas que retornam ao seu tom original após um período de resfriamento. As cores marcantes do borossilicato podem produzir toda uma gama de texturas e matizes, simplesmente a partir de uma única haste. O traço é fácil de repetir e as cores não se esgotam, como é o caso de certas cores de soda-cal. Eles são extremamente versáteis, mas tomam muita atenção para produzir certos efeitos.

fonte: http://northstarglass.com/users-manual/borosilicate-glass/
fumaça

Redução de Danos

Redução de danos é um conjunto de práticas com o objetivo de reduzir os danos associados ao uso de drogas psicoativas em pessoas que não conseguem parar de usar drogas. A idéia é prevenir os danos em vez de uma abrupta interrupção. Medidas que visam diminuir o consumo de drogas como um todo.

A verdade é que a maioria das pessoas que usam drogas não precisam de tratamento. Existe uma necessidade de prover pessoas que usam drogas com opções que minimizem os riscos de continuarem usando drogas. É essencial a existência de informações, serviços e outras intervenções de redução de danos que ajudem as pessoas a se manterem seguras e saudáveis.
A abordagem de redução de danos relacionada às drogas baseia-se em um forte compromisso com a saúde pública e os direitos humanos. Redução de Danos beneficia pessoas que usam drogas, suas famílias e a comunidade.

Redução de danos no Brasil

Em dezembro de 1989 na cidade de Santos com direção da Prefeita Telma de Souza foi realizada a primeira tentativa de implantar um programa de redução de danos no Brasil. Impedidos de fornecer seringas para usuários de drogas injetáveis como forma de evitar a AIDS, os técnicos construíram alternativas: Como estimular o uso de hipoclorito de sódio para a desinfecção de agulhas e seringas reutilizadas. Mais tarde, em 1993, uma organização não governamental, o Instituto de Estudos e Pesquisas em AIDS de Santos – IEPAS, implantaria o primeiro projeto no Brasil a utilizar “redutores de danos” para o trabalho de prevenção de HIV/AIDS entre os seus pares. Em 1995, o Projeto de Redução de danos da UFBa, implantou apesar de toda oposição ao seu propósito, o primeiro projeto de fornecimento de seringas no Brasil. A partir de então as portas foram abertas.

Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos – ABORDA

A ABORDA [5] foi criada em 1997, durante o 2º Congresso Brasileiro de Prevenção da Aids, em Brasília. Os objetivos, daquela época até os dias de hoje, não mudaram muito: a implementação e o fortalecimento da Redução de Danos como política pública, e a defesa da dignidade do redutor de danos.

Rede Brasileira de Redução de Danos – REDUC

A Reduc foi criada em outubro de 1998, na cidade de São Paulo, no Encontro Nacional de Redução de Danos, uma parceria entre o Programa de Orientação e Assistência a Dependentes – PROAD/UNIFESP, o IEPAS – Instituto de Estudos e Pesquisas em Aids de Santos, o Programa Estadual DST/AIDS-SP, o Laboratório Biocintética e com o apoio da Coordenação Nacional de DST/AIDS e da USAID – Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional.

Os projetos de redução hoje em dia no Brasil

Em setembro de 2001, existiam cerca de 100 projetos de redução de danos em curso no Brasil. Hoje em dia no Brasil os projetos de redução tem problemas:

  1. Os projetos em sua maioria são desenvolvidos marginalmente ao Sistema Único de Saúde, com pouca integração formal com outras instâncias;
  2. Seu espectro de ação em nosso meio é limitado, não tendo na maioria dos lugares atingidos todos os setores que necessitam de seu trabalho na comunidade.

Mas, por outro lado, mudanças vem ocorrendo. Por exemplo, nas capitais do país e cidades com certo números de habitantes, são implementados os CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). As Equipes são formadas por profissionais Multidisciplinares (entre eles Psiquiatras, Psicólogos, Assistentes Sociais, enfermeiros, Terapeutas Ocupacionas, e Redutores de Danos). Em muitas cidades o SUS implementa o tratamento para usuários de Drogas, e entre as capitais, cita-se Recife, Salvador e São Paulo como modelos de gestão. Projetos como Consultórios nas Ruas também são executados em convênio com o SUS.